Cerca de 96,5% das vagas da Lei de cotas são ocupadas no setor metalúrgico de Osasco e região  

terça-feira, abril 7th, 2020 @ 12:13AM

A AMPID conversou com Carlos Aparício Clemente, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco (Sindmetal),e coordenador do Espaço da Cidadania (espaço de debates e iniciativas voltadas para inclusão e geração de oportunidade para pessoas com deficiência),  sobre os resultados da Pesquisa que demonstra a contratação de pessoas com deficiências nas metalúrgicas de Osasco e região.
A pesquisa revela que cerca de 96,5% das vagas da Lei de cotas são cupadas no setor metalúrgico.

 

AMPID – Sr. Carlos Aparício Clemente, qual sua explicação para os resultados positivos de inclusão no trabalho no setor metalúrgico?

 

Carlos Aparício Clemente: Muita informação e movimentação social para romper mitos e preconceitos sobre a questão. Estamos há 19 anos nesta caminhada e aprendendo a cada dia.

 

Desde 2001 tentamos aproximar empresas, órgãos de fiscalização, entidades que atuam com pessoas de diversas deficiências, escolas e especialistas, através de encontros, visitações, estudos e pesquisas desenvolvidas coletivamente.

 

No começo dos anos 2000 utilizamos os dados regionais do Censo 2000 do IBGE (e voltamos a utilizar o Censo 2010) para provar que havia pessoas com deficiência em idade de trabalhar em quantidade 9 vezes maior do que cabia na Lei de Cotas, com a mesma escolaridade exigida para os demais trabalhadores.

 

Esta informação, além de neutralizar desculpas às não contratações foi fundamental para encorajar a Subdelegacia do Trabalho em Osasco (hoje GRTb/Osasco) a aplicar as 16 primeiras multas no Brasil pelo descumprimento da Lei de Cotas, num único dia, em março de 2003. A partir daquela data as contratações “pipocaram” em várias atividades à medida que a imprensa divulgava aquele fato.

 

Até hoje conseguimos produzir coletivamente 14 livros e três cartilhas sore o assunto (sendo uma traduzida para o Espanhol e outra adaptada em inglês para um país africano com o apoio da OIT), fazemos encontro com trabalhadores metalúrgicos e empresas. A informação é disponibilizada para todos os interessados.

 

AMPID – Os ambientes de trabalho são acessíveis?

 

Carlos Aparício Clemente: A maioria não são, mas desde quando as contratações começaram a tornar realidade por aqui as empresas perceberam que os trabalhadores com deficiência que encontram ambientes inclusivos de trabalho rendem mais, são produtivos e dão conta de suas tarefas com mais facilidade. E os ambientes da maioria foram mudando.

 

Emissoras de televisão e jornais documentam desde 2002 a inclusão que estava “nascendo” na região e quando comparamos imagens e fatos com a realidade depois de 10 anos percebemos o quanto as empresas sérias evoluíram na ambientação para receber a todos.
Em 2007 tivemos um marco importante na Convenção Coletiva de Trabalho do setor automotivo que se renovou até hoje, prevendo que os fabricantes de autopeças e forjarias garantissem contratações e acessibilidade, fato que mantém o setor entre os líderes de contratações no meio metalúrgico.

 

CLÁUSULA 38 – CONTRATAÇÃO E ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
As empresas abrangidas por esta convenção coletiva de trabalho, na oportunidade de novas admissões, darão preferência às pessoas com deficiência, observado o artigo 93, da lei 8.213/91.

 

 

PARÁGRAFO ÚNICO: Tendo em vista as necessidades específicas para acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, as empresas signatárias comprometem-se considerar este fator quando da concepção e implantação de projetos para construção, ampliação ou reforma de suas edificações, de maneira que neste tema seja observada a legislação pertinente em todos os seus aspectos. (Convenção Coletiva de Trabalho 2018/2020 – SINDIPEÇAS)

 
AMPID – Como conseguiram superar o preconceito de que determinados ambientes de trabalho e/ou atividades não poderiam receber trabalhador(a) com deficiência?

 

Carlos Aparício Clemente: Visitas a casos exitosos de inclusão, desde 2005, deram a certeza de que nenhum trabalho deve ser proibido a pessoa com deficiência preparada para aquela atividade.

 

Mas foi com o desenvolvimento de 14 pesquisas anuais “Lei de Cotas: Trabalhadores com Deficiência no setor Metalúrgico de Osasco e Região” que conseguimos demonstrar com os resultados das próprias empresas (Forjarias, fundições, autopeças, fabricantes de máquinas, etc.) que as pessoas com deficiência “dão conta do recado” quando tratadas com respeito.

 

 

Observando a linha do tempo, no ano de 2002 tínhamos cerca de 59,9% de média de cumprimento da Lei na metalurgia. No ano passado fechamos com 96,5% e teve anos que superamos 100%. Mérito do Sindicato? Não. Mérito de todos, porque muitas empresas hoje têm orgulho de contar com pessoas com deficiência em suas fábricas.

 

AMPID –  Os(as) trabalhadores(as) foram habilitadas durante o contrato?

 

Carlos Aparício Clemente: Tentamos registrar contratações diretas nas empresas. Chegamos a denunciar por várias vezes desvio de cumprimento da Lei de Cotas com cursos de “fachadas” para compensar a não contratação formal. Mas após a vigência da Lei Brasileira de Inclusão a situação começou a melhorar.

 

 

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O documento a seguir é a pesquisa da OIT – Organização Internacional do Trabalho que coletou informações em mais de 50 países sobre as ações executadas pelos sindicatos para apoiar pessoas com deficiência e para levantar a questão da deficiência e aponta a forma de agir do Sindicato/Espaço da Cidadania, na página 43: Documento da pesquisa da OIT_ OIT_v4 (1)

 

 

AMPID
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Categories: Entrevistas

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